do
balcão
à cátedra

O
que têm em comum:
-
uma balconista de uma loja de artigos de cama e banho;
-
um vendedor de seguros;
-
um professor de biologia do 2o. grau;
-
um advogado de causas trabalhistas;
-
e uma pessoa qualquer na rua que informa a outra o caminho do correio mais próximo?
Todas
estas pessoas precisam transmitir uma informação; mais do que
isto, elas precisam, primeiro, descobrir o que a outra pessoa já sabe
e o que falta ela saber.
Depois,
têm que dividir o assunto em partes e adaptar-se ao ritmo do ouvinte.
Também precisam, desde o início, estabelecer uma relação
de confiança e simpatia, e convencer o interlocutor de que essa informação
é importante para ele. Finalmente, precisam certificar-se de que a pessoa
saberá como agir depois de receber essa informação.
Em
outras palavras, elas precisam saber ensinar.
Uma
venda sem exposição adequada não acontece.
Uma
venda é uma aula? Ou uma aula é uma venda?
Muitos
devem achar que um ofício tão elevado e nobre como ensinar não
deve ser comparado a uma ocupação tão prática e
mundana como vender. Mas se um
professor não vender o seu peixe, isto é, se não conseguir
convencer os seus alunos de sua autoridade e competência, e de que o conhecimento
que ele quer
transmitir é útil e desejável, verdadeiro, importante ou
pelo menos divertido - então, ele não conseguirá ensinar.
Ambos, o professor e o homem de vendas, precisam conhecer estratégias de exposição e convencimento. E isto começa com a construção de um relacionamento de confiança e simpatia mútuas. Começa com transparência.
(Spacca, maio de 2000)